U6- A cor
Vou começar por ser honesta e dizer que o início desta unidade foi um pouco enfadonho para mim. Já tinha abordado o tema da cor em aulas de Educação Visual desde o quinto ao nono ano de escolaridade, por isso não obtive grandes conhecimentos que já não tivesse antes de começarmos a unidade.
O que foi mais interessante para mim quando estivémos a fazer os exercícios de experimentação, foram as ilusões de ótica ( quadrado cinzento com quadrado vermelho, que "magicamente se tornava "verde") e construir diferentes paletes de cores.
Sinceramente, fiquei desiludida com a forma como os meus trabalhos desta unidade resultaram. Também me sinto frustrada porque não consegui exprimentar muito, diferentes técnicas e diferentes materiais, não porque não me era permitido mas sim pela falta de tempo e também porque não me senti muito confiante e motivada durante este período.
Apesar de os trabalhos não terem ficado à altura das minhas expectativas, creio que ficaram suficientes e mostram uma evolução, desde o primeiro período até ao momento, porém sei que sou capaz de muito mais, por isso espero regressar no terceiro período com toda a motivação que conseguir.
(Todas as minhas pesquisas da Unidade 6 relativas à cor, para além da Psicologia da Cor encontram-se no meu Diário Gráfico)
Natureza Morta
A natureza morta aparece no Séc XVII como um género de pintura. Quando muita gente pensa em natureza morta, pensa numa composição de objetos inanimados que vão desde fruta até frascos e louça, e pensa nessa composição apenas. Mas a natureza morta é mais do que uma mesa posta, é tudo uma narrativa. Este género era favorito dos católicos, que basicamente falavam da religião pelos objetos, tendo cada um um significado distinto.

Natureza morta por Cézanne
Paul Cézanne foi um importante pintor francês. É considerado um artista de transição entre o Impressionismo do final do século XIX e o Cubismo do início do século XX.
Nas características do seu estilo artístico podemos evidenciar a sua inovação do uso da prespetiva, as suas composições foras do comum que vêm com a simplicidade de motivos, tornando as suas obras não tão "cheias" e também o uso de formas geométricas ( principalmente na sua fase cubista).
Trabalhos de natureza morta
(aguarelas e pastel seco)

Só não digo que foi um desastre total, porque se parece com um frasco e uma caneca. Era suposto representarmos uma composição de natureza morta com um objeto transparente e outro opaco através do uso de aguarelas. Consegue-se ver que os objetos estão um pouco deformados, mas vamos fingir que representei os objetos na sua exata forma e que eles é que eram imperfeitos. No que toca à pintura, penso que me saí bem, principalmente na representação dos brilhos do frasco. Poderia talvez utilizado mais camadas de aguarelas de forma a criar um maior contraste, porém quando eu trabalho com aguarelas gosto que tenham um ar mais delicado e que sejam trabalhos mais serenos, não tão vibrantes.

Este deve ser talvez o meu trabalho preferido da unidade inteira. Demorei relativamente pouco tempo a fazê-lo (5 minutos) mas depois foram quase 20 minutos para ver se as pétalas se tornavam pétalas. Escolhi pastel seco porque gosto imenso das suas propriedades e admito que gosto de sujar as mãos.
Gostei particularmente deste trabalho, não pela sua execução mas sim pelo significado por detrás desta composição que criei. Tem a ver com a superficialidade do amor que existe hoje em dia.
Trabalhos de paisagens

Na primeira paisagem utilizei um esquema de cores mais quentes para representar um ambiente mais caloroso e iluminado.
Na segunda paisagem usei um esquema de cores mais frias para contrastar com o primeiro e representar um ambiente frio, de inverno. Nesta segunda paisagem não consegui misturar as cores tão bem quando queria porque o papel absorvia as aguarelas rapidamente, (algo a ter cuidado no futuro).

Neste trabalho decidi representar uma paisagem com relevo, e devo admitir que representar todas as diferentes colinas e rochas é bastante complicado e posso dizer que não as consegui representar como queria. O ponto positivo neste trabalho é a forma como as cores se vão misturar umas com as outras , no entanto, sem perder a informação da paisagem.
Cuidados a ter com o pastel seco:
-tentar não fazer um número exagerado de camadas porque eventualmente o papel fica saturado
Pretend to sleep
(Retrato de uma Mulher)

Não vou falar no processo de construção neste trabalho porque não acho que seja muito relevante.
Neste exercício foi-nos pedido para desenharmos um retrato de uma mulher que nos fosse algo, sem desenhar a mulher. Eu escolhi representar uma memória que tenho da minha irmã. Desenhei portanto o nosso antigo quarto (tudo de memórias que já têm mais de 4 anos) e representei os olhos dela porque me transmitem uma sensação de paz e tranquilidade. O cabelo foi mais uma adição ao desenho para envolver o quarto no intímo dela.
Decidi chamar este trabalho "10pm: Pretend to sleep", e este título, conjugado com o trabalho explicam parte da memória que tentei retratar.